Pagina 1   
2009-07-03 - 4 novas aquisições

Novas aquisições adquiridas ao Sr. Antonio Sousa ver em reprodutores femeas.


2009-06-28 - Jornal de Noticias Columbófilos: Eles, os que se roem ansiosos à espera delas

Relaxa, consome amor, assanha ansiedades. Em Portugal, há 18 mil famílias que sofrem de columbofilia, o desporto de atirar pombos-correios ao ar e esperar ansiosamente que eles vão, voem e voltem para casa. É um mistério que se passa nas traseiras de um país com um céu de 700 quilómetros. É aí que vamos conhecer Abílio, Almerindo e Ana - e ela, que se saiba, é a única mulher columbófila que se conhece no Porto.

00h00m

JOSÉ MIGUEL GASPAR

Os pombos estão sempre a arrulhar - é uma coisa que permanece quando se entra num pombal: o repetido daquele quente e suave som, começa com um enrolar agudo e curto e depois funde-se numa ressoada grave e gutural, como um ventríloquo que nunca pára. Cu-cu-ruu.

Mas aquilo que jamais se esquece envolve outro secreto frenesim - é o baile deles a galar, quando pombo e pomba se somam e cedem no rito de acasalar.

É uma coisa arrebatada. Começa com um cortejo ao redor, pescoços entrançados, bicos, bicadas e muito cu-cu-ruu. O macho incha-se, cresce de penas, a fêmea submete-se e deita-se dócil de barriga, o rabo erguido ao céu. Aí, ele trepa-lhe para o lombo, estica as penas das rectrizes, os sexos tocam-se e os dois estremecem no tresvario. É um momento de machismo burlesco: enquanto está por cima, o macho debica a cabeça da fêmea. Não é grave: o acasalamento dura uns curtos cinco segundos - ainda que os pombos se dediquem a galar infinitas vezes ao dia...

Ver e ouvir tudo isto - o cheiro de um pombal é outra coisa: é o odor cálido, amarelo e acre que emana dos farelos, misturado no ar com a acidez do mijo e da merdança - é um privilégio, mesmo para quem o faça seguidas vezes ao dia.

Ali, dentro das grades daquela luz coada, é um pombal portista, todo branco debaixo do imenso azul. É a Quinta das Rosas, Santo Ovídeo, Vila Nova de Gaia, a potente cidade columbófila que reclama para si ser a maior do país (três mil associados num universo total de 18 mil, cinco milhões de pombos nacionais).

É o pombal do pai Cesário, do filho Abílio e do seu irmão Vasco, um columbófilo assumidamente secundário que gosta de vestir uma vincada bata verde, mas que se deixou entranhar como os outros nisso de ser columbófilo.

"O que é que é? É como o futebol, ou até pior: é uma alegria e uma ansiedade e um vício". É Abílio que discorre, Abílio Pereira, 41 anos, casado, gentil, os vês a entrar pelos bês adentro, inflamado pela paixão do pombo desde que se conhece.

A época nacional de competições para os pombos federados (18 provas geridas pela Federação Portuguesa de Columbofilia; vai de Fevereiro a Junho; um terço para cada modalidade: fundo, meio-fundo e velocidade) terminou na semana passada, fechando no S. João. Estamos agora no defeso, em que o tempo é dedicado aos treinos e à procriação.

É nessa tarefa que está Lucho, um viçoso pombo azul acinzentado, enormes olhos rubros, o peito cheio de ar a arrulhar. É um papa-prémios que se retira no pico da forma, que sai com o orgulho enfaixado: Campeão Nacional Absoluto 2009. Tem uma imensa família, o pombo-correio comandante Lucho, uma irmã chamada Licha, um frenético irmão de nome Portista - "esse não é monogâmico; está agora a rodar com cinco fêmeas" - e dezenas de pequenos irmãos borrachos.

Torna Abílio: "Aqui é assim: o meu pai é o Pinto da Costa, eu sou o Mourinho e o meu irmão é o adjunto". É o Vasco, vendedor na central de Cervejas, e escusa-se por parecer brando: "É porque só tenho tempo ao fim de semana, senão estava cá sempre batido".

Eles repetem: ser columbófilo relaxa, consome muito tempo, muito amor e assanha as ansiedades. "É. É sempre assim, acho que nunca passa", diz Abílio a coçar a cabeça. "Quando se solta um pombo para uma prova, seja a 300, 600 ou 900 quilómetros traz sempre um aperto no coração - e se ele se perder e não voltar?".

Dotado de extraordinário sentido de orientação, um pombo-correio devidamente treinado regressa sempre a casa. É um mistério também para eles, columbófilos, mistura visão, memória e forte sentido de coordenação geográfica. E pouca coisa o distrai do seu voo afilado de velocidades superiores a 100 quilómetros por hora e uma capacidade de resistência que os pode fazer ir do Porto a Faro e voltar sem nenhuma paragem pelo meio. O que os aflige? As temperaturas altas da canícula do Verão, o tempo fechado e confuso das trovoadas - e o seu figadal inimigo,o temido milhafre.

É ali no alto que está a planar um, ali, um milhafre, ali, um avatar da águia cujo instinto empurra garras e bico para os pombos. Está a rondá-los, aos pombos que voam em bando na última solta do dia (os pombos treinados soltam-se duas vezes: pela alvorada e ao entardecer).

Ali já é o descampado do Pombal Municipal de Gondomar, nas traseiras de um pavilhão com piscinas. "Gondomar é o melhor concelho para os columbófilos do país", avisa logo Almerindo Mota, director da instalação subsidiada pela câmara do major Valentim - "e ele, o próprio, também é um apaixonado por pombos e pombas, mas acho que lhe falta tempo para vir mais vezes. Para nós é uma alegria".

É um campo amplo, aquele, arejado, a abundar de verdes daninhas. Num canto o branco pombal de alvenaria - é municipal, funciona como uma espécie de hotel, com taxa para tratamento e treino dos pombos -, no alto o céu azul da soltura.

"Vício, vício", assobia Almerindo, 38 anos, ourives de profissão, casado como parecem ser todos os columbófilos. "É, quando se é solteiro o tempo é para fazer outras coisas. Quando já assentamos é que parece que temos mais tempo".

Mas, mais do que ter tempo, é preciso querer tê-lo. "Isto prende muito, obriga-nos a estar aqui, é preciso alimentá-los, tratá-los, treiná-los, dar-lhes de comer toda a vida. Mas é uma válvula de escape, é um óptimo anti-stress, pergunte a quem quiser", diz Almerindo a olhar para o céu, os olhos fixos nos infinitos que voam - e ver pombos a voar em bando é como ver um interminável teste de Rorschach: os pombos são pequenos pontos, manchas de tinta que formam formas inesperadas, desenhos intermináveis. (E também aqui há um som inesquecível, o som fresco do vento das aves a rasar e das asas que batem simétricas).

Ana respondeu como quem bate as asas de alegria, o orgulho na sua condição de sem-segundo: "Quantas columbófilas há aqui no Porto?", responde ela a repetir a pergunta. "Que saiba, sou só eu". É Ana Risca, 40 anos, loira, despachada, olho azul, 10 mais 10 unhas vermelhas. Tem 300 pombos à sua guarda, ela e o marido Miguel, e ambos gerem a Avipombo, tudo para pombos e animais.

Como todos os columbófilos, é solícita e interessada e palra sem parar, Ana. Mas parece ser um poço de sensatez e ternura, a afagar os pombos nas traseiras de casa, o casebre branquinho plantado entre ameixos e dálias, ela a tratá-las por "bebé", "coisa linda", "vem cá minha pequenina".

É ela que melhor o explica: ó Ana, para fazer isto é preciso estar apaixonado? "É, é. O bicho, sabe, entranha-se em nós. Não há nada a fazer".

Retirado do Jornal de Noticias


2009-06-25 - Pombos Inscritos para a clássica de Barcelona 2009

Federação Portuguesa de Columbofilia
Pombos Inscritos

Zona Norte

Distrito Nº de Pombos
Aveiro 941
Braga 180
Coimbra 192
Porto 354
Viana Castelo 259
Viseu 101

TOTAL

2027



Zona Sul

 classica de bBarcelona 2009
Distrito Nº de Pombos
Beja 371
Évora 490
Faro 579
Leiria 290
Lisboa 399
Portalegre 550
Santarém 300
Setúbal 361

TOTAL

3340
 

2009-06-15 - resultados 2009

resultados 2009

2009-06-12 - Aviso da Federação Portuguesa de Columbofilia

AVISO / COMUNICADO

Para o fim-de-semana de 13 e 14 de Junho prevê-se Céu pouco nublado ou limpo, Vento variável fraco, temperaturas mínimas a aproximarem-se ou mesmo a ultrapassar os 20ºC e máximas passíveis de atingir os 35/36º C em especial na zona Sul e Sueste de Santarém, Cáceres, Toledo, Ciudad Real, Albacete e Múrcia.

A excepcionalidade desta situação provém, por um lado, da subida abrupta das temperaturas (máximas e mínimas) e, por outro, da consequente dificuldade de adaptação dos pombos-correio a estas circunstâncias.
Constatando-se que, num passado recente, em situações similares às condições descritas, se registaram acidentes significativos, recomendamos:

PARA OS TREINOS DAS COLECTIVIDADES:

Tendo em conta as especificidades dos veículos utilizados sugere-se que procedam ao cancelamento dos treinos ou, no mínimo, à redução do número de pombos por caixa até um máximo de 20. Evitar paragens com os estores corridos, tentar abeberar antes da solta e não efectuar soltas com mais de 100 km. Caso venham a efectuar os treinos sugerimos a utilização de locais elevados para a realização das soltas, o que possibilitará a diminuição da temperatura e aproximará os pombos da radiação necessária à navegação no caso de se registarem inversões térmicas.

PROVAS DAS ASSOCIAÇÕES:

Provas de Velocidade e Meio Fundo
Retirar a fiada de caixas superior e uma do meio para aumentar a circulação do ar, reduzir o número de pombos por caixa para 25 e abeberar na viagem e antes da solta. Sugerimos a utilização de locais elevados para a realização das soltas, o que possibilitará a diminuição da temperatura e aproximará os pombos da radiação necessária à navegação no caso de se registar inversões térmicas.
Como medida de segurança deverão as provas ser reduzidas para os limites de cada especialidade.

Provas de Fundo:
Deverá ser tido em atenção o loteamento por caixa (embora se trate de uma especialidade cujo o regulamento desportivo já impõe regras quantitativas de pombos por caixa que se aproximam das ideais para esta situação térmica).
Ter uma especial atenção às paragens (evitando situações de paragem ao sol e de estores corridos) e ao abeberamento.
Retirar nas galeras a última fiada de caixas e a do meio para uma melhor circulação do ar, soltar o mais alto possível, evitar que os pombos cruzem as zonas em que se prevêem temperaturas mais elevadas. Finalmente, sugerimos a diminuição da quilometragem das provas.

APELO
Numa situação potencialmente muito severa e crítica apelamos a todos os agentes desportivos com responsabilidades nas soltas (dirigentes, delegados e coordenadores) que adoptem comportamentos cautelares de segurança, mantendo uma especial atenção ao evoluir das condições meteorológicas, tomando as medidas mais adequadas e racionais com impacto significativo na diminuição do risco.
Aos columbófilos apela-se à boa compreensão e colaboração com as medidas que venham a ser tomadas pela estrutura associativa.

Coimbra, 10 de Junho de 2009

A Direcção da FPC

2009-06-09 - resultados de 2009

resultados de 2009

© 2007 - www.speedlofts.com